Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres" Rosa Luxemburgo

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Seminário de Construção do II EREA Cuiabá

 

Oi Galera!

O seminário de construção do II EREA – Encontro Regional de Estudantes de Agronomia – Cuiabá aconteceu em Dourados\MS  na UFGD com representantes das universidades de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, neste seminário foram tirados o tema central do encontro assim como a sua data. O seu tema central será formação profissional e o encontro acontecerá entre os dias 21 e 24 de abril deste ano (2011).

Junto ao seminario de construção do EREA, aconteceu o seminario de planejamento da Regional IV (que abrange MT\MS\GO\RO\AC e DF). Nesse espaço procuramos conversar sobre os grupos de FEAB que estão se formando procurando orientá-los e também construimos uma agenda em conjunto.

Agradecemos a UNEMAT, UFGD, UNIC, UFMT e ESALQ (Coordenção Nacional da FEAB) pela presença e colaboração.

Comissão Organizadora do II EREA Cuiabá 

 

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“Precisamos conscientizar a população sobre os efeitos dos agrotóxicos”

 

23 de setembro de 2010
Por Vanessa Ramos
Da Página do MST
Os prejuízos causados à saúde com a utilização exagerada de agrotóxicos ainda são desconhecidos pela maioria da população e pouco discutidos pela sociedade. Por isso, mais de 20 entidades lançaram a campanha nacional contra o uso dos agrotóxicos, na semana passada.

Durante três dias, essas entidades participaram do seminário contra o uso dos agrotóxicos, organizado pela Via Campesina, em parceria com a Fiocruz e a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio.

Na atividade, os participantes fizeram um estudo sobre os impactos dos agrotóxicos na economia agrícola nacional, na saúde pública e no ambiente. A partir dessas discussões, a campanha tirou como eixos de atuação informar a sociedade sobre os efeitos da utilização desse “agroveneno” e apresentar uma nova proposta para a agricultura.

Roseli de Sousa, da direção nacional do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e da Via Campesina, afirma que a meta da campanha é “denunciar esse modelo de produção agrícola, as causas desse veneno e alertar sobre quantas pessoas hoje estão doentes, sobretudo, com câncer, em função do uso desses venenos”.

A seguir, leia abaixo a entrevista, concedida à Pagina do MST.

Como você avalia o seminário contra o uso dos agrotóxicos?

O seminário dos agrotóxicos foi um grande passo contra o uso exagerado de venenos na agricultura brasileira. O Brasil já é campeão em consumo de venenos, em consumo de agrotóxicos. Isso gera grandes danos à saúde da população. Nesse momento, em que há grandes avanços do agronegócio, o seminário foi de extrema importância, já que o veneno é parte desse modelo de desenvolvimento de agricultura. Além disso, conseguimos reunir quase 30 entidades e organizações de diversos setores da sociedade. Isso é um grande avanço na tentativa de conscientização contra esse modelo agrícola.

Quem são os maiores prejudicados pelo o uso do agrotóxico na agricultura brasileira?

Quem produz, como os camponeses, os agricultores, os assentados, sofre um efeito maior porque está em contato direto com o veneno. Mas também a população em geral, que consome um produto que não é de boa qualidade, é o maior prejudicado. Assim, as doenças aumentam e aparecem cada vez mais. E quem lucra com isso tudo, sem dúvida, são as empresas.

Quais os objetivos da campanha

O grande objetivo da nossa articulação contra o agrotóxico e do seminário em si é conseguir traçar um plano, uma estratégia de combate a esse modelo agrícola e ao grande uso de veneno no Brasil. A partir disso, essas articulação vai resultar na campanha nacional contra o agrotóxico no Brasil.

Como será realizada?

A nossa campanha terá dois eixos. O primeiro tem como meta denunciar esse modelo de produção agrícola, as causas desse veneno e alertar sobre quantas pessoas hoje estão doentes, sobretudo, com câncer, em função do uso desses venenos, além de como é que esse veneno tem sido uma das formas do agronegócio ganhar dinheiro. O que as empresas lucram vendendo o veneno é muito grande. Dessa forma, um dos eixos da campanha será a denúncia desse modelo.

E o segundo eixo da campanha?

Vamos anunciar o que queremos para a sociedade, dentro de um outro projeto de desenvolvimento para a agricultura. Assim, devemos almejar um desenvolvimento baseado na agroecologia, na agricultura saudável, na produção de alimentos para toda a população. Baseado também numa outra sociedade com outros tipos de valores, que valorize uma educação e uma saúde diferente. Certamente, a nossa campanha terá esses dois eixos: denúncia contra o modelo agronegócio e anúncio de qual sociedade nós queremos para o futuro.

Quais setores da sociedade podem se somar nessa luta?

Nós já temos engajados nessa luta os movimentos sociais da Via Campesina, centrais sindicais, setores das universidades, médicos, organizações não governamentais (ONGs). Tivemos também a presença muito importante da atriz Priscila Camargo no seminário. Ela representou os artistas e se colocou à disposição para ajudar a fazer esse grande debate no meio dos artistas. Temos também o apoio da Fiocruz, sobretudo da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio da Fiocruz. Passaram pelo seminário diversos pensadores e professores, que nos ajudaram e que estão se engajando nesse debate. Nós queremos convidar não só esses, mas todos os setores da sociedade para fazer parte desse grande debate, dessa grande conscientização para de fato darmos um outro rumo para a nossa agricultura brasileira.

Como a sociedade pode se informar sobre o tema dos agrotóxicos e participar da campanha?

Em breve, nós teremos um site e um blog no ar. Os interessados também podem procurar nossos veículos de comunicação de apoio, como o Brasil de Fato, que vai elaborar matérias específicas sobre o tema, além dos movimentos sociais ligados à Via Campesina. Nos seus espaços de trabalho, de militância e de atuação, devem procurar informações sobre as causas dos venenos e ajudar nessa grande conscientização. O dia 16 de outubro é o Dia Internacional dos Alimentos. É um dia também em que a gente quer fazer debates e ações contra esse modelo e a favor da produção saudável. Certamente, terão outros meios que, logo assim que a gente estruturar melhor a campanha, vai estar à disposição de toda a sociedade a fim de se somar a esse grande debate.

Quais serão as ações a serem realizadas no Dia Internacional dos Alimentos?

É tradição da Via Campesina Brasil e Internacional fazer grandes debates em torno dos alimentos saudáveis no dia 16 de outubro. Os estados e os movimentos nas suas regiões devem promover debates e ações. Vamos fazer também 5º Congresso da Coordenação Latino Americana de Organizações do Campo (CLOC), no Equador. Por isso, o dia 16 vai ser um dia de grande debate em toda a América Latina.

Qual a nossa tarefa para o próximo período?

Fica a grande tarefa de entender de fato quem são os grandes prejudicados com o uso de agrotóxico. Enquanto as empresas como a Bayer, a Monsanto, a Syngenta, além de outras, ganham tanto dinheiro, a população está condenada a morrer por doenças adquiridas em função do uso dos agrotóxicos. Neste contexto, o seminário representou passos que devem ser continuados. Cada indivíduo desse país precisa fazer a sua parte. Cada um de nós precisa ajudar a desconstruir esse modelo de produção agrícola e construir outro modelo de sociedade, baseado na agroecologia, baseado na vida humana. Nós queremos uma agricultura camponesa que preserve os recursos naturais e que resgate as práticas camponesas de cultivo, que está comprometida hoje com o bem estar de quem produz e de quem consome o alimento. Nós só vamos ter um outro modelo de sociedade se conseguirmos fazer a Reforma Agrária.

Retirado em 23/09/2010 do site www.mst.org.br


53º CONEA – Mística de encerramento do ato público no centro de Santa Maria/RS


De volta ao calor de Cuiabá!

Saudações companheir@s!

A delegação da regional 4 está de volta ao calor da terra amada!

Durante 8 dias, as escolas da UFMT Cuiabá, UNIC, UFMT Sinop, UFMT Rondonópolis, UNEMAT Alta Floresta e UFGD Dourados estiveram participando do 53º CONEA em Santa Maria/RS.

O evento foi marcado por muitas discussões, vivências, frio, chimarrão e muito calor humano! Este ano o CONEA contou com a participação de aproximadamente 300 estudantes de todas as partes do Brasil.

Nós da  UNIC e UFMT, assumimos durante o congresso o compromisso de continuar articulando as escolas da regional 4 (MT, MS, GO, RO, AC) através da Coordenação Regional 4. Assumimos também o compromisso de construir o 2º Encontro Regional dos Estudantes de Agronomia Centro Oeste para o ano de 2011!

Além disso, nos responsabilizamos pela realização de seminários temáticos, cursos de formação política, dias de campo, entre outras atividades que serão desenvolvidas para os estudantes de agronomia de nossa regional.

A galera vontou empolgada e com vontade de trabalhar.

O próximo CONEA será em Belém/PA, se atentem às articulações. Queremos ver a regional 4 em peso, e preparada para o próximo CONEA.

Continuemos em LUTA, sempre!


Universidade e Formação Profissional

O pré CONEA sobre formação profissional e universidade, aconteceu em ritmo de integração, pois reuniu estudantes de diversos cursos e executivas de curso. O evento ocorreu na terça passada (18/05) e fez parte da SEMANA NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO, que ocorreu entre os dias 18 e 23 de maio na ufmt. A facilitadora do debate foi a engenheira agrônoma Vívian Franco (Birita), que militou na FEAB.

O texto a seguir foi construído pela estudante Mariana Freitas, da ENECOS.

Formação profissional em debate da Semana de Mobilização da UFMT

A primeira atividade da Semana de Mobilização da UFMT foi um bate-papo esclarecedor com a formadora do 13 de maio e engenheira agrônoma Vivian Franco. Debatendo “Universidade e Formação Profissional”, a moça colocou algumas pulgas atrás das orelhas das 23 pessoas presentes. Representando 13 entidades do movimento estudantil, os militantes ouviram coisas como “o segundo passo da formação profissional é o trabalho” e “a formação profissional na universidade pública é para quem? Para quê?”.

Vivian começou a discussão contextualizando a sociedade de classes para, em seguida, explicar como essa dominação de uma classe à outra afeta a universidade pública, tornando-a mercantilista e, praticamente, uma fábrica de diplomas. O papel de resistência do movimento estudantil à essa realidade também foi colocado e, junto a isso, a disputa de consciências torna-se imprescindível. “O melhor lugar para disputar consciências é a calourada. As pessoas devem identificar suas angústias com o nosso grupo.”

“O que fazer com a universidade? Como mudar?” foi a pergunta crucial do debate. O que nós, estudantes, podemos fazer para evitar esse processo de transformação da universidade em uma máquina de produzir mão-de-obra barata para o mercado? “Se sempre foi assim e sempre será, depende nós.”, respondeu a formadora. Segundo ela, é preciso Agitação, Organização e Formação. Agitar é provocar esse sentimento de revolta com o que está posto nas pessoas que ainda são dominadas pelo senso comum. Organização é se juntar em grupos e trabalhar coletivamente, pensando estrategicamente as ações do movimento estudantil. E, finalmente, Formação é o estudo, a leitura e a discussão da teoria para que a prática melhor e mais coesa.

“Quer a pílula azul ou a vermelha?”, perguntava Vivian aos estudantes. Ironizando uma coisa séria, a engenheira associou a libertação de Neo, personagem de Matrix, com o processo de conscientização de classe, ou o “estalo”, pelo qual passamos quando saímos do embotamento mental, descobrimos outro modo de ver a sociedade e a possibilidade de mudança contida em cada um de nós.