Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres" Rosa Luxemburgo

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Universidade e Formação Profissional

O pré CONEA sobre formação profissional e universidade, aconteceu em ritmo de integração, pois reuniu estudantes de diversos cursos e executivas de curso. O evento ocorreu na terça passada (18/05) e fez parte da SEMANA NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO, que ocorreu entre os dias 18 e 23 de maio na ufmt. A facilitadora do debate foi a engenheira agrônoma Vívian Franco (Birita), que militou na FEAB.

O texto a seguir foi construído pela estudante Mariana Freitas, da ENECOS.

Formação profissional em debate da Semana de Mobilização da UFMT

A primeira atividade da Semana de Mobilização da UFMT foi um bate-papo esclarecedor com a formadora do 13 de maio e engenheira agrônoma Vivian Franco. Debatendo “Universidade e Formação Profissional”, a moça colocou algumas pulgas atrás das orelhas das 23 pessoas presentes. Representando 13 entidades do movimento estudantil, os militantes ouviram coisas como “o segundo passo da formação profissional é o trabalho” e “a formação profissional na universidade pública é para quem? Para quê?”.

Vivian começou a discussão contextualizando a sociedade de classes para, em seguida, explicar como essa dominação de uma classe à outra afeta a universidade pública, tornando-a mercantilista e, praticamente, uma fábrica de diplomas. O papel de resistência do movimento estudantil à essa realidade também foi colocado e, junto a isso, a disputa de consciências torna-se imprescindível. “O melhor lugar para disputar consciências é a calourada. As pessoas devem identificar suas angústias com o nosso grupo.”

“O que fazer com a universidade? Como mudar?” foi a pergunta crucial do debate. O que nós, estudantes, podemos fazer para evitar esse processo de transformação da universidade em uma máquina de produzir mão-de-obra barata para o mercado? “Se sempre foi assim e sempre será, depende nós.”, respondeu a formadora. Segundo ela, é preciso Agitação, Organização e Formação. Agitar é provocar esse sentimento de revolta com o que está posto nas pessoas que ainda são dominadas pelo senso comum. Organização é se juntar em grupos e trabalhar coletivamente, pensando estrategicamente as ações do movimento estudantil. E, finalmente, Formação é o estudo, a leitura e a discussão da teoria para que a prática melhor e mais coesa.

“Quer a pílula azul ou a vermelha?”, perguntava Vivian aos estudantes. Ironizando uma coisa séria, a engenheira associou a libertação de Neo, personagem de Matrix, com o processo de conscientização de classe, ou o “estalo”, pelo qual passamos quando saímos do embotamento mental, descobrimos outro modo de ver a sociedade e a possibilidade de mudança contida em cada um de nós.