Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres" Rosa Luxemburgo

O movimento estudantil na agronomia!

Os estudantes de Agronomia se organizam a nível nacional desde 1951, quando foi organizado e fundado o Diretório Central dos Estudantes de Agronomia e Veterinária do Brasil (DCEAVB). Esta organização conjunta durou pouco tempo, devido às diferenças de prioridades e de realidades de cada curso. A partir de 1954, foi fundado pelos estudantes de Agronomia o Diretório Central dos Estudantes de Agronomia do Brasil (DCEAB), realizando-se portanto o primeiro Congresso Nacional dos Estudantes de Agronomia (CONEA). Com o golpe de 1964 e o Ato Institucional Número 5 (AI 5), o movimento estudantil sofreu uma dura repressão, tendo suas lideranças perseguidas e nossas estruturas impedidas de se manifestar. O DCEAB cai então na clandestinidade, passando nessa condição por longos 8 anos.

O movimento estudantil de Agronomia finalmente se reorganizou em 1972, em um Congresso Nacional de Estudantes de Agronomia realizado em Santa Maria – RS – foi fundada a Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB), desde então essa se tornou a representação máxima dos estudantes de Agronomia de todo o país, após a União Nacional dos Estudantes (UNE).

A FEAB sempre se mostrou muito combativa, lutando ao longo dos anos não só por seu interesse, mas sim em toda a sociedade. Vitórias importantes foram alcançadas como a regulamentação profissional; a extinção da Lei do Boi (lei que destinava metade das vagas nas escolas de agronomia para filhos de fazendeiros); o Currículo Mínimo; a Lei dos Agrotóxicos e o Receituário Agronômico; a divulgação e o avanço de formas Alternativas de Agricultura; a Campanha Nacional de Reflexão sobre Mulheres; os Estágios de Vivência e profissionais; os diversos Cursos de Formação Técnica e política; entre outros.

Se no início o movimento estudantil de Agronomia era extremamente corporativista, pouco a pouco ele foi adquirindo outro caráter. Hoje a FEAB, busca individualmente ou trabalhando em conjunto com outras entidades, a organização dos estudantes para a construção de uma sociedade com oportunidade igual para todos, justa, democrática e livre, com o entendimento que nossas lutas devem ser travadas em todas as esferas da sociedade, nos qualificando social, política  e tecnicamente para  servirmos como agentes transformadores.

Hoje a FEAB é a executiva de curso mais antiga do país, comemoramos este ano 36 anos de história, estando organizada em todas as regiões do território nacional. São 8 Núcleos de Trabalho Permanente, que subsidiam a Federação na elaboração teórica e política dos principais debates, 8 regionais que cobrem mais de cem escolas de Agronomia e representam mais de 25 mil estudantes.

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